{"id":35511,"date":"2025-02-17T17:56:38","date_gmt":"2025-02-17T20:56:38","guid":{"rendered":"https:\/\/keltec.com.br\/?p=35511"},"modified":"2025-02-18T09:56:31","modified_gmt":"2025-02-18T12:56:31","slug":"como-a-temperatura-afeta-os-lubrificantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/keltec.com.br\/nl\/como-a-temperatura-afeta-os-lubrificantes\/","title":{"rendered":"Como a Temperatura Afeta os Lubrificantes"},"content":{"rendered":"<p>Quando se trata da temperatura do lubrificante, h\u00e1 uma necessidade de controle e<br>modera\u00e7\u00e3o. Encontrar a temperatura certa de trabalho pode estender o<br>desempenho e vida \u00fatil do lubrificante. \u00c9 claro que tudo \u00e9 f\u00e1cil de dizer, mas na<br>pr\u00e1tica pode ser dif\u00edcil de fazer. <\/p>\n\n\n\n<p>A estabilidade na temperatura dos fluidos \u00e9 essencial para o sucesso dos sistemas<br>mec\u00e2nicos. Todos os fluidos lubrificantes e hidr\u00e1ulicos possuem limites m\u00e1ximos e<br>m\u00ednimos de temperatura de opera\u00e7\u00e3o. A m\u00e1quina perde estabilidade e pode falhar<br>quando o fluido ultrapassa estes limites. Caso este problema n\u00e3o seja tratado, as<br>falhas resultam na degrada\u00e7\u00e3o de materiais e dos componentes da m\u00e1quina.<\/p>\n\n\n\n<p>No frio, os lubrificantes podem degradar quimicamente, separar-se em fases e<br>apresentam estados f\u00edsicos alterados.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns exemplos das consequ\u00eancias do frio no lubrificante:<br>\u00b7 \u00d3leos de base \u201cBlended\u201d (misturados) podem come\u00e7ar a separar-se em fases.<br>\u00b7 \u00d3leos de base Paraf\u00ednica podem tornar-se g\u00e9is de cera.<br>\u00b7 Alguns aditivos podem se tornar insol\u00faveis resultando em sedimenta\u00e7\u00e3o.<br>\u00b7 \u00c1gua dissolvida pode se transformar em \u00e1gua emulsionada (mais prejudicial).<br>\u00b7 Muitos aditivos que dependem de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas induzidas pelo calor, n\u00e3o<br>conseguem agir (por exemplo, aditivos EP e AW).<br>\u00b7 O \u00f3leo pode tornar-se mais viscoso para circular e as graxa mais consistentes.<br>\u00b7 Filtros com by-pass abrem a v\u00e1lvula por causa do aumento da viscosidade do<br>\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1903, Svante Arrhenius ganhou um Pr\u00eamio Nobel, quando ele descobriu a<br>rela\u00e7\u00e3o entre temperatura e taxas de rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. A chamada \u201cregra da taxa de<br>Arrhenius\u201d, refere-se ao fato de que as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas dobram a taxa de rea\u00e7\u00e3o a<br>cada aumento de 10\u00b0C na temperatura. E com os lubrificantes n\u00e3o \u00e9 diferente. Uma<br>vez que a temperatura de ativa\u00e7\u00e3o da base tenha sido ultrapassada, o lubrificante ir\u00e1<br>degradar (oxidar) duas vezes mais r\u00e1pido a cada 10\u00b0C (18\u00b0F) de aumento da<br>temperatura. De fato, h\u00e1 uma s\u00e9rie de problemas associados com o excesso de<br>calor. <\/p>\n\n\n\n<p>Obs.: A temperatura do planeta est\u00e1 em m\u00e9dia 2\u00baC acima das medidas hist\u00f3ricas e seus efeitos est\u00e3o sendo sentidos em todos os equipamentos onde essas varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o determinantes para seu correto funcionamento. A observa\u00e7\u00e3o acima foi publicada em 2021. Agora, em 2025, algumas publica\u00e7\u00f5es apontam que a temperatura m\u00e9dia do planeta est\u00e1 em m\u00e9dia 5\u00baC acima das medidas hist\u00f3ricas e seus efeitos est\u00e3o sendo muito mais sentidos em todos os equipamentos onde essas varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o determinantes para seu correto funcionamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alguns exemplos das consequ\u00eancias da alta temperatura no lubrificante:<\/strong><br>\u00b7 Acelera decomposi\u00e7\u00e3o do aditivo do \u00f3leo (Arrhenius).<br>\u00b7 Alguns aditivos ir\u00e3o volatilizar e escapar para a atmosfera.<br>\u00b7 Consome o IV mais rapidamente.<br>\u00b7 Contaminantes microbianos preferem temperaturas mais quentes (mas n\u00e3o<br>fervente).<br>\u00b7 O calor diminui o filme de \u00f3leo, causando desgaste acelerado.<br>\u00b7 O \u00f3leo quente diminui a vida \u00fatil dos filtros e veda\u00e7\u00f5es e acelera a corros\u00e3o.<br>\u00b7 Ambos os \u00f3leos e graxas s\u00e3o mais propensas a vazamentos.<br>\u00b7 A graxa separa o \u00f3leo do espessante a temperaturas elevadas.<br>\u00b7 Altas temperaturas podem formar carbon\u00e1ceos e resinas de superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Medindo a temperatura do seu \u00f3leo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Claro que a temperatura desempenha um papel vital no monitoramento da<br>condi\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina e \u00e9 por isso que hoje muitos sistemas de Manuten\u00e7\u00e3o<br>Preditiva possuem alarmes para temperaturas. Assim como n\u00f3s precisamos verificar<br>a nossa temperatura para saber se estamos com febre, a maioria dos problemas<br>com a lubrifica\u00e7\u00e3o, o atrito e o desgaste ter\u00e3o um perfil de temperatura. Ent\u00e3o,<br>nesse sentido, a mudan\u00e7a de temperatura \u00e9 boa, pois conseguimos detectar que<br>algo est\u00e1 errado e devemos tomar uma a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida.<\/p>\n\n\n\n<p>Criar uma rota de medi\u00e7\u00e3o de temperatura nos pontos mais cr\u00edticos ajuda a manter<br>um bom programa de inspe\u00e7\u00e3o sensitiva.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Desenvolver quadros de limites de temperatura para os equipamentos mais cr\u00edticos,<br>definindo as temperaturas do ponto A at\u00e9 o F para o local espec\u00edfico onde o equipamento<br>a ser monitorado est\u00e1 localizado (por exemplo, linha de produ\u00e7\u00e3o)<\/li>\n\n\n\n<li>A faixa de opera\u00e7\u00e3o normal (Zona 3) \u00e9 limitada pelos pontos C e D. As varia\u00e7\u00f5es de<br>temperatura para baixo do ponto C s\u00e3o controladas por um aquecedor e alarmes. J\u00e1 as<br>temperaturas acima da linha D s\u00e3o controladas por resfriadores e alarmes.<\/li>\n\n\n\n<li>A opera\u00e7\u00e3o constante nas zonas 2 e\/ou 4 reduz a vida \u00fatil do equipamento e\/ou do<br>lubrificante. Operar na zona 2 pode retardar o fluxo do lubrificante para os mancais,<br>aumentar o consumo de energia e aumentar a tend\u00eancia a espuma\u00e7\u00e3o. Operar na zona 4<br>pode acelerar a oxida\u00e7\u00e3o do \u00f3leo, reduzir a for\u00e7a do filme lubrificante e aumentar o<br>desgaste associado a part\u00edculas.<\/li>\n\n\n\n<li>Operar nas zonas 1 e\/ou 5 amea\u00e7a a confiabilidade da m\u00e1quina. As temperaturas nos<br>pontos extremos A e F podem causar a morte-s\u00fabita da m\u00e1quina. A zona 1 \u00e9 uma<br>condi\u00e7\u00e3o que tipicamente leva a falta severa de lubrificante e a zona 5 \u00e9 associada aos perigos relacionados com inc\u00eandio, degrada\u00e7\u00e3o do \u00f3leo, deple\u00e7\u00e3o dos aditivos,<br>volatiliza\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es altas de atrito e desgaste. <\/li>\n\n\n\n<li>O uso de lubrificantes sint\u00e9ticos ou com alto IV ajuda nos pontos onde h\u00e1 baixa temperatura ou alta temperatura<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"664\" height=\"168\" src=\"https:\/\/keltec.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35514\" srcset=\"https:\/\/keltec.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image.jpg 664w, https:\/\/keltec.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-300x76.jpg 300w, https:\/\/keltec.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-18x5.jpg 18w, https:\/\/keltec.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-600x152.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 664px) 100vw, 664px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se trata da temperatura do lubrificante, h\u00e1 uma necessidade de controle emodera\u00e7\u00e3o. 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